.... indefinido como uma infinita noite silenciosa

Foto: Os medíocres vivem lúcidos
somente eu aparente estar confuso
os medíocres vivem lúcidos
somente eu estou introspectivo
indefinido como uma infinita noite silenciosa

Wu Jyh Cherng
(Trecho extraído de sua tradução e interpretação do Capítulo 20 do Tao Te Ching, de Lao Tse)

Neste trecho, Lao Tse é um poeta.

Os medíocres são aqueles que não são nem iluminados nem ignorantes.  Ignorantes são aqueles que não têm luz suficiente nem para serem lúcidos.  Os iluminados não são lúcidos, são simplesmente transparentes, quietos.  Nós, por exemplo, somos os medíocres - pessoas medianas.  Medíocre pode ser uma palavra muito forte.

Não somos os ignorantes que nada Vêem - mas também não sofrem e não sabem o que está acontecendo.  Não somos iluminados que são aqueles que não sentem sofrimentos apesar de viverem toda a realidade que vivemos.

O tempo inteiro somos espertos, estamos ‘ligados’: isso é um estado de lucidez.  Isso é um desgaste da consciência pura.  Todo o tempo estamos transformando consciência pura em atividade mental, em atividade racional ou atividade emocional.  Isso é um desgaste da consciência pura: estamos gastando nosso combustível espiritual chamado consciência pura.

“Somente eu aparente estar confuso” - o homem sagrado de consciência iluminada é aquela pessoa que parece estar confusa porque não tem o tempo todo que estar determinando coisas.  Aparenta estar confuso mas não é confuso.  Como Mestre Maa diz, devemos aprender a ser ignorantes - não na realidade e sim na aparência.

Quem segue o caminho do Tao tem a consciência interiorizada, é mais introspectivo, gasta menos tempo com coisas desnecessárias da vida.  o homem sagrado vive o caos primordial aqui definido como “uma infinita noite silenciosa”.

Imaginemos uma noite silenciosa e infinita, com tranqüilidade e calma.  É assim o estado da meditação.  Quando meditamos, colocamos a consciência dentro de um processo de introspecção para entrarmos num estado de uma infinita noite silenciosa onde tudo é tranqüilo, tudo é silêncio, tudo é quieto e harmonioso; onde não há a agitação do   pensamento ou da emoção, onde não existem preocupações, onde existe apenas uma paz interior.

O infinito é a ausência do tempo.  num estado de infinitude, não há tempo.  É constante.

....................

CAPÍTULO 20


No ensinamento pela supressão não há preocupações

Entre aceita e repudiar, qual a diferença?
Entre apreciar e desprezar, qual a distância?
O que os homens temem, poderiam não temer?

Abandone isso antes que se esgote!

Os homens se agitam como um festejo na grande prisão
Ou como subir à varanda na primavera

Meu corpo não tem expressão
Como uma criança antes de nascer
Como a estrela Kuei que não tem onde se apoiar

As pessoas todas possuem em excesso
Somente eu aparento estar perdendo
Sou como um ignorante que tem o coração puro

Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu aparento estar confuso
Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu estou introspectivo
Indefinido como uma infinita noite silenciosa

As pessoas todas têm um ego
Somente eu o ignoro considerando-o precário

O que quero que me distinga dos demais
É valorizar o alimentar-se da Mãe.



TAO TE CHING

O LIVRO DO CAMINHO E DA VIRTUDE

Lao Tse, o Mestre do Tao

Tradução e Interpretação do Capítulo 20
do Tao Te Ching, de Lao Tse,
por WU JYH CHERNG

Transcrição e Síntese de Aula Gravada na Sociedade Taoísta do Brasil, 
Rio de Janeiro, em 08 de novembro de 1994

Transcrição e Síntese de Janine Milward


A tradução dos Capítulos do Tao Te Ching foi realizada por Wu Jyh Cherng, 
do chinês para o português,
e foi primeiramente publicada pela Editora Ursa Maior,
sendo hoje publicada pela Editora Mauad, São Paulo, Brasil

Nesta mesma Editora, encontra-se a realização da publicação das interpretações de Wu Jyh Cherng
acerca os 81 Capítulos da obra máxima de Lao Tse, o Tao Te Ching

Os medíocres vivem lúcidos
somente eu aparente estar confuso
os medíocres vivem lúcidos
somente eu estou introspectivo
indefinido como uma infinita noite silenciosa

Wu Jyh Cherng
(Trecho extraído de sua tradução e interpretação do Capítulo 20 do Tao Te Ching, de Lao Tse)

Neste trecho, Lao Tse é um poeta.

Os medíocres são aqueles que não são nem iluminados nem ignorantes. Ignorantes são aqueles que não têm luz suficiente nem para serem lúcidos. Os iluminados não são lúcidos, são simplesmente transparentes, quietos. Nós, por exemplo, somos os medíocres - pessoas medianas. Medíocre pode ser uma palavra muito forte.

Não somos os ignorantes que nada Vêem - mas também não sofrem e não sabem o que está acontecendo. Não somos iluminados que são aqueles que não sentem sofrimentos apesar de viverem toda a realidade que vivemos.

O tempo inteiro somos espertos, estamos ‘ligados’: isso é um estado de lucidez. Isso é um desgaste da consciência pura. Todo o tempo estamos transformando consciência pura em atividade mental, em atividade racional ou atividade emocional. Isso é um desgaste da consciência pura: estamos gastando nosso combustível espiritual chamado consciência pura.

“Somente eu aparente estar confuso” - o homem sagrado de consciência iluminada é aquela pessoa que parece estar confusa porque não tem o tempo todo que estar determinando coisas. Aparenta estar confuso mas não é confuso. Como Mestre Maa diz, devemos aprender a ser ignorantes - não na realidade e sim na aparência.

Quem segue o caminho do Tao tem a consciência interiorizada, é mais introspectivo, gasta menos tempo com coisas desnecessárias da vida. o homem sagrado vive o caos primordial aqui definido como “uma infinita noite silenciosa”.

Imaginemos uma noite silenciosa e infinita, com tranqüilidade e calma. É assim o estado da meditação. Quando meditamos, colocamos a consciência dentro de um processo de introspecção para entrarmos num estado de uma infinita noite silenciosa onde tudo é tranqüilo, tudo é silêncio, tudo é quieto e harmonioso; onde não há a agitação do pensamento ou da emoção, onde não existem preocupações, onde existe apenas uma paz interior.

O infinito é a ausência do tempo. Num estado de infinitude, não há tempo. É constante.

....................

CAPÍTULO 20


No ensinamento pela supressão não há preocupações

Entre aceita e repudiar, qual a diferença?
Entre apreciar e desprezar, qual a distância?
O que os homens temem, poderiam não temer?

Abandone isso antes que se esgote!

Os homens se agitam como um festejo na grande prisão
Ou como subir à varanda na primavera

Meu corpo não tem expressão
Como uma criança antes de nascer
Como a estrela Kuei que não tem onde se apoiar

As pessoas todas possuem em excesso
Somente eu aparento estar perdendo
Sou como um ignorante que tem o coração puro

Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu aparento estar confuso
Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu estou introspectivo
Indefinido como uma infinita noite silenciosa

As pessoas todas têm um ego
Somente eu o ignoro considerando-o precário

O que quero que me distinga dos demais
É valorizar o alimentar-se da Mãe.



TAO TE CHING

O LIVRO DO CAMINHO E DA VIRTUDE

Lao Tse, o Mestre do Tao

Tradução e Interpretação do Capítulo 20
do Tao Te Ching, de Lao Tse,
por WU JYH CHERNG

Transcrição e Síntese de Aula Gravada na Sociedade Taoísta do Brasil,
Rio de Janeiro, em 08 de novembro de 1994

Transcrição e Síntese de Janine Milward


A tradução dos Capítulos do Tao Te Ching foi realizada por Wu Jyh Cherng,
do chinês para o português,
e foi primeiramente publicada pela Editora Ursa Maior,
sendo hoje publicada pela Editora Mauad, São Paulo, Brasil

Nesta mesma Editora, encontra-se a realização da publicação das interpretações de Wu Jyh Cherng
acerca os 81 Capítulos da obra máxima de Lao Tse, o Tao Te Ching